Empresas na guerra da velocidade

Tribuna de Santos

Terça-Feira, 13 de Dezembro de 2005, 08:50

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Da Reportagem

Além de atrair internautas que ainda utilizam acesso discado, as empresas concorrem entre si quando o assunto é alta velocidade. O resultado é percebido na hora de fazer um download, por exemplo. Um videoclipe de 1 minuto, com 7,5 Mbytes, pode ser baixado em  menos de um segundo com uma velocidade de 3 Mbps. 

A Net foi a primeira a oferecer no mercado planos de 2 Mbps, 4 Mbps e 8 Mbps e desvinculou o Virtua da TV a cabo, desde o mês passado. Quem quiser pode contratar somente o acesso à web, no entanto, pagará um pouco mais. 

O Speedy, da Telefônica, também possui assinaturas de 1 Mbps e 8 Mbps. 

E a Vivax lançou no sábado passado a velocidade de 10 Mbps. Entretanto, o serviço ainda não está disponível na Baixada Santista.

Como a concorrência entre as prestadoras de serviços de banda larga é ampla, os usuários aproveitam para escolher o acesso ideal. O engenheiro Émerson Oliveira conta que já passou por três prestadoras de serviço. “Na primeira tive muita dor de cabeça, a conexão caía toda hora.  Não compensava ser banda larga, já que no meio de um download meu computador travava e eu perdia a conexão”.

Sem pesquisar muito, ele mudou. “Não tive problemas. Mas a promoção de uma outra concorrente me tentou e acabei adquirindo o serviço”. No caso de Emerson, a velocidade foi primordial, já que costuma baixar muitas músicas e filmes. Já, para a engenheira eletricista Luciana Moreno Garcia, o preço alto e problemas de lentidão foram fatores determinantes para buscar outra empresa. “Procurava um plano que estivesse no meu orçamento e me oferecesse uma boa conexão”.

Abrangência

Speedy, Virtua e Vivax são algumas das opções na região. Ao procurar pelos serviços, é necessário verificar a disponibilidade na área em que reside. O Virtua se limita apenas à cidade de Santos e, mesmo assim, não cobre todos os bairros. A Vivax pode ser instalada em diversos locais de Santos, São Vicente, Cubatão, Guarujá, Praia Grande e Bertioga. E o Speedy também enfrenta dificuldades em algumas partes do litoral, porque as centrais não conseguem mandar sinais para determinadas áreas. 

Preços altos

Os  valores cobrados pelos provedores ainda pesam no orçamento, segundo pesquisa da E-bit, que entrevistou 2637 pessoas no mês de outubro. Do total de 1054 internautas que possuem acesso discado, 53% querem optar pelos serviços de banda larga nos próximos seis meses. Apesar da intenção, 71% gostariam de adquirir um plano que custasse até R$ 50,00, enquanto 19% estariam dispostos a pagar entre R$ 50 e R$ 70,00, o que leva os internautas a se contentar com uma velocidade mais baixa, de 128 e 256 Kbps.

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