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Associação acusa empresas de censura
BANDA LARGA MESMO
São Paulo, quarta-feira, 18 de janeiro de
2006 

DA REPORTAGEM LOCAL - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/informat/fr1801200612.htm
Mais de 700 reclamações contra as operadoras de banda larga chegam diariamente
à caixa de e-mail de Horácio Belforts. Talvez por isso ele tenha tantas críticas
ao modo como essas empresas atuam. Em entrevista à Folha, Belforts
afirmou que a limitação do desempenho de softs de troca (P2P) é comum entre
as operadoras e que os serviços de altíssima velocidade são
"vapor". (JB)
Folha - O aumento de velocidade nos
planos é positivo?
Horácio Belforts - Esses planos têm
cláusulas em que o assinante aceita condições sem saber que elas existem. Uma
empresa que faz uma oferta deve divulgar todas as características do produto e
não esconder as que são menos interessantes. Quando um plano é lançado, os
antigos são acabados. As operadoras de telefonia não têm concorrentes e vão
empurrando os usuários.
Folha - Como evitar isso?
Belforts - É preciso imprimir e ler os contratos, especialmente quando
você compra durante promoções. Toda a negociação é feita por telefone. No
site das operadoras, as ofertas aparecem e desaparecem de acordo com a
necessidade.
Folha - Quais os problemas nos serviços
mais rápidos?
Belforts - Esses planos de 8 Mbps só existem na teoria. A Telefônica não
tem condições de oferecê-lo nem para 1% dos clientes. No caso do Vírtua, há
lugares onde a TV por assinatura chega e a banda larga não. Eles criam uma ilusão
e frustram os usuários. Aumentar as velocidades é um meio de fazer com que o
assinante baixe mais dados e depois tenha de pagar pelo excesso de tráfego. É
uma enganação.
Folha - Por que a velocidade anunciada
nem sempre é obtida?
Belforts - Porque as operadoras garantem apenas 10% da velocidade
vendida e se essa meta não for atingida nada acontece. Você nunca tem como
provar que a conexão está lenta. Há também o Traffic Shaping. A operadora
vende um plano de 2 Mbps, mas não permite que essa velocidade seja aplicada em
programas de troca. Eles dão prioridades diferentes para serviços diferentes.
Todas as operadoras usam isso.
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