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Saiba criar senhas seguras
 Firewall
- IDG Now
Por Marcos Sêmola.
Marcos Sêmola é consultor de Gestão de Riscos da Atos Origin no Reino Unido
Publicada em 18 de agosto de 2006 às 19h18
Atualizada em 18 de agosto de 2006 às 20h04
Mais informações sobre SENHAS - Como
criar senhas mais seguras em três passos
Cerca de 80% dos problemas de segurança são
causados por senhas fracas.
Uma senha fácil é a porta de entrada para
ataques bem-sucedidos de pessoas mal-intencionadas. Mas enquanto a biometria
não se torna uma realidade temos que garantir que a velha senha continue
nos protegendo.
E apesar de tê-la chamado de velha, o usuário precisa mesmo é mantê-la
jovem, compatível com o bem protegido e ainda atualizada em relação ao
poder da computação. Na prática, com a evolução da microinformática e
o aumento exponencial do poder de processamento dos computadores, antiga
senha forte de 6 caracteres numéricos é hoje considerada brincadeira de
criança para os mais novos softwares quebradores de senha.
Confira algumas dicas conhecidas do que se deve e não se deve fazer com a
senha.

Se for criativo forme uma senha extraindo a primeira letra de cada palavra
de uma pequena frase e mescle com a pontuação. Mas se a criatividade lhe
faltar, apele para os softwares geradores de senhas aleatórias. Mais
importante mesmo é ter em mente que, de acordo com a estimativa do CERT –
Computer Emergency Response Team, 80% de todos os problemas de segurança de
rede são causados por senhas fracas.
Estou certo de que estas medidas deverão ser
dosadas de acordo com o grau de sensibilidade da informação protegida e que,
em alguns casos, nem todas as dicas serão aplicáveis por limitações do
ambiente. Entretanto, a adoção de algumas delas já tornará seu acesso mais
seguro e o manterá vivo e respirando até que finalmente a biometria se
popularize.
Biometria
Mas o problema das senhas só será resolvido quando a biometria for uma
realidade para a grande maioria dos usuários em todo o mundo.
É evidente a lista de vantagens da biometria, baseadas em “o que você é”,
em relação á senha, baseada em “o que você tem”. A começar pelo fato de
que não se pode esquecer nem tão pouco emprestar a íris, o polegar ou a voz.
Ao mesmo tempo, quando se está fazendo uso deles, ninguém poderá simplesmente
copiá-los ao vê-lo manuseando e desta forma, o processo de autenticação se
torna mais robusto.
Todavia não se pode esquecer que todo novo controle de segurança traz consigo
novas vulnerabilidades, que neste caso está associada à disponibilidade.
Imagine por um instante um executivo em viagem sendo requisitado a acessar e
aprovar um documento em caráter emergencial através de um sistema
informatizado, mas impossibilitado de se autenticar pessoalmente.
Neste caso, sem haver uma outra pessoa igualmente autorizada, como
contingência, o processo estaria parado até que houvesse a autenticação
forte do usuário. Este tipo de problema não inviabiliza o método, mas revela
a necessidade de se projetar cenários e buscar alternativas para adequá-los ao
requerimento do nível de segurança.
Marcos Sêmola é Consulting Business Development da multinacional Atos
Origin em Londres, Consultor Sênior em Gestão de Segurança da Informação,
profissional certificado CISM – Certified Information Security Manager pelo
ISACA, BS7799 Lead Auditor pelo BSI, Membro da ISACA, ISSA, IBGC, CSI e membro
fundador do IISP – Institute of Information Security Professionals of London.
Professor da FGV – Fundação Getúlio Vargas, Pós Graduando em Negociação
e Estratégia pela London School, MBA em Tecnologia Aplicada, Pós Graduado em
Marketing e Estratégia de Negócios, Bacharel em Ciência da Computação,
autor do livro Gestão da Segurança da Informação – uma visão executiva,
Ed. Campus, autor de outras duas obras ligadas à gestão da informação pelas
editoras Saraiva e Pearsons e premiado pela ISSA como SecMaster®, Profissional
de Segurança da Informação de 2003 Setor Privado e 2004 Desenvolvimento de
Mercado, sendo membro da comissão julgadora em 2005.
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marcos@semola.com.br
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